Neuroendocrinology and Neurogenesis Group
Cláudia Cavadas
Group Leader
Assistant Professor
Faculty of Pharmacy
University of Coimbra
Ph.  +351 963928766
Objectivos
A retina é uma estrutura neuronal muito susceptível a diferentes agressões, tais como hiperglicémia, excitotoxicidade, inflamação e exposição a fármacos e drogas. O nosso grupo está activamente direccionado para a identificação de factores e mecanismos importantes na mediação da morte neuronal na retina, cujo principal objectivo é a descoberta de novos alvos terapêuticos e estratégias para tratar doenças degenerativas da retina e do cérebro.

Pretendemos esclarecer o(s) efeito(s) do neuropeptídeo Y (NPY) na fisiologia da retina e posteriormente investigar o potencial efeito neuroprotector e regulador do NPY na proliferação e diferenciação de células progenitoras da retina.

O nosso grupo irá continuar a estudar o impacto da hiperglicémia na retina, nomeadamente em processos de exocitose, em mecanismos moleculares subjacentes às alterações da expressão das subunidades dos receptores AMPA nas células da retina e na regulação da microglia da retina.

Outro objectivo do nosso grupo centra-se na avaliação do potencial efeito nocivo do ecstasy na fisiologia e morfologia da retina.

Mais ainda, a identificação das vias de sinalização e dos mecanismos moleculares responsáveis pelos efeitos pró e anti-proliferativos do monóxido de azoto (NO) nas células estaminais neuronais é outro dos principais alvos de interesse do nosso grupo.

Estamos também em estreita colaboração com a indústria farmacêutica, num projecto de avaliação do perfil de neurotoxicidade/segurança do acetato de eslicarbazepina (desenvolvido pela BIAL, Portugal) e dos seus metabolitos em comparação com outros fármacos anti-epilépticos. Por outro lado, estamos igualmente interessados nos efeitos destes fármacos na proliferação e destino das células estaminais neuronais.
Legenda da figura: O NPY aumenta a proliferação de células progenitoras neuronais da retina. Os neurónios da retina de rato em cultura (A, B) foram expostos a NPY (100 nM), durante 48h (B) e marcadas por imunocitoquímica com o anticorpo anti-nestina (verde) e anti-BrdU (vermelho). As células progenitoras neuronais da retina em proliferação (amarelo) estão indicadas por setas na situação controlo (A) e nas células incubadas com NPY (B). Escala: 50µM.
Outros Interesses de Investigação
O nosso grupo também tem estudado a relação entre as células cromafins da glaândula supra-renal e os adipócitos, assim como a função do NPY e dos seus produtos de clivagem na fisiologia do tecido adiposo.
Principais descobertas
O glutamato é o principal neurotransmissor excitatório na retina e sabe-se que poderá estar envolvido na patogénese da retinopatia diabética. Neste âmbito, o nosso grupo tem descoberto que a diabetes, ou os níveis elevados de glicose, poderão alterar a recaptação e libertação de neurotransmissores excitatórios na retina e modificar a expressão de subunidades dos receptores ionotrópicos do glutamato. De facto, observámos que a diabetes altera a expressão de subunidades dos receptores ionotrópicos do glutamato na retina humana, o que sugere que a transmissão glutamatérgica na retina poderá estar comprometida no decurso inicial da doença. Além do mais, a inflamação e a activação de células da microglia tem sido demonstrada como um factor importante na retinopatia diabética. Observámos a ainda que os níveis elevados de glicose alteram o sistema de sinalização purinérgico na retina, resultando em níveis elevados de ATP extracelular, que poderão conduzir à inflamação envolvida na patogénese da retinopatia diabética. A acrescentar, verificámos que as células de Müller não influenciam a adesão de leucócitos às células endoteliais da retina.

Por outro lado, temos descrito também que o ecstasy (MDMA) induz morte das células da retina e que o NPY actua como um agente neuroprotector contra este insulto. Além disso, o NPY estimula a proliferação de células progenitoras da retina, pela activação dos receptores do NPY do subtipo Y1, Y2 e Y5, assim como envolvendo a via monóxido de azoto-guanilil ciclase. Esta via também é activada pelo NPY levando ao aumento da libertação de catecolaminas das células cromafins de murganho.

Como estratégia para promover a reparação neuronal, estudámos a proliferação endógena de células progenitoras neuronais, e demonstrámos que o NO estimula a proliferação de células estaminais neuronais através da activação do receptor do factor de crescimento epidérmico. Paralelamente, os nossos resultados demonstram que o acetato de eslicarbazepina (BIA 2-093) e os seus metabolitos não são tóxicos para os neurónios de hipocampo, comparativamente à carbamazepina e oxcarbazepina.
Constituição do grupo
Cláudia Cavadas
Ph.D.
   
Paulo Santos
Ph.D.
   
Armando Cristóvão
Ph.D.
   
Inês Araújo
Ph.D.
   
Joana Salgado
Ph.D.
   
Caetana Carvalho
PhD
   
Raquel Santiago
Ph.D. Student
   
Ana Rita Álvaro
Ph.D. Student
   
Célia Aveleira
Ph.D. Student
   
Bruno Carreira
Ph.D. Student
   
Gabriel Costa
Ph.D. Student
   
Joana Gaspar
Ph.D. Student
   
Áurea Castilho
Ph.D. Student
   
João Martins
M.Sc. Student
   
Filipa Baptista
B.Sc., PhD. Student
   
Maria Inês Morte
B.Sc., PhD. Student
   
João Martins
B.Sc., M.Sc. Student
   
Joana Liberal
B.Sc., M.Sc. Student
   
Ana Santos Carvalho
 
   
Magda Matos Santana
 
   
Further Information and Publications
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